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Brasil cria 58,5 mil empregos formais em julho; veja os setores que mais contrataram

O mercado de trabalho formal brasileiro criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho de 2026, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Com o desempenho do mês, o país acumulou 972.203 novos postos formais entre janeiro e julho, crescimento de 2,06%.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com o resultado, o estoque de vínculos formais chegou a 48.082.866 empregos no país.

Considerando os 12 meses entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram acrescentados 880.717 postos de trabalho, uma expansão de 1,87%.

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Serviços lideraram criação de empregos em julho

Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas apresentaram resultado positivo no mês.

O setor de Serviços liderou, com saldo de 24.098 postos. Na sequência aparecem:

  • Construção: 12.691 empregos;
  • Agropecuária: 12.523;
  • Indústria: 11.315;
  • Comércio: -2.056.

O Comércio foi, portanto, o único dos grandes grupamentos a terminar julho com mais desligamentos do que admissões.

Dos empregos criados no mês, 95,1% foram classificados como típicos e 4,9% como não típicos. Entre estes últimos, destacaram-se trabalhadores intermitentes, com saldo de 4.344 postos, e pessoas físicas inscritas no Cadastro de Atividades Econômicas, o CAEPF, com 1.911.

São Paulo teve o maior saldo de vagas entre os estados

Em julho, 22 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo de empregos formais.

Em números absolutos, os melhores resultados foram registrados em:

  • São Paulo: 17.814;
  • Mato Grosso: 5.766;
  • Minas Gerais: 5.199.

Já proporcionalmente ao estoque de empregos, as maiores variações ocorreram no Amazonas, com 0,63%, Mato Grosso, com 0,59%, e Piauí, com 0,52%.

Brasil acumula mais de 972 mil empregos formais em 2026

No acumulado entre janeiro e julho, o setor de Serviços também aparece na liderança, com 591.519 novos postos formais, crescimento de 2,58%.

Dentro do setor, o grupo formado por Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas contabilizou saldo de 211.823 empregos.

A Construção criou 180.449 postos no ano, alta de 6,12%. Obras de Infraestrutura responderam por 71.711 desse total.

A Indústria acumulou saldo positivo de 154.052 empregos, enquanto a Agropecuária registrou 54.106.

Mais uma vez, o Comércio foi a exceção, acumulando perda de 7.896 postos formais entre janeiro e julho, variação de -0,08%.

Entre os estados, os maiores saldos no acumulado do ano foram registrados em São Paulo, com 267.107 empregos, Minas Gerais, com 113.981, e Paraná, com 68.243.

Em termos percentuais, Amapá liderou com crescimento de 4,79%, seguido por Mato Grosso, com 3,96%, e Piauí, com 3,74%.

Jovens de até 24 anos tiveram saldo positivo de 89,4 mil postos

O resultado de julho foi positivo tanto para homens quanto para mulheres. Entre os homens, o saldo chegou a 38.085 empregos, enquanto entre as mulheres foram registrados 20.483.

O recorte por idade mostrou diferenças mais acentuadas. Para pessoas com até 24 anos, houve saldo positivo de 89.425 postos de trabalho. Já entre trabalhadores com mais de 25 anos, o resultado foi negativo em 30.857 postos.

Por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo tiveram saldo positivo de 50.675 empregos, enquanto aqueles com ensino médio incompleto registraram 12.027. Os demais níveis de instrução somaram resultado negativo de 4.134 postos.

No recorte por raça ou cor informado no levantamento, os saldos foram positivos para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Entre brancos, houve saldo negativo de 7.216.

Salário médio de admissão chegou a R$ 2.419,23

O salário médio real de admissão em julho foi de R$ 2.419,23, valor 0,6% superior aos R$ 2.404,10 registrados em junho. A diferença foi de R$ 15,13.

Na comparação com julho de 2025, o aumento chegou a R$ 48,38, equivalente a uma alta de 2,04%.

Para trabalhadores classificados como típicos, o salário real médio de admissão ficou em R$ 2.456,27, 1,5% acima da média geral.

Já entre os trabalhadores não típicos, a remuneração média de entrada foi de R$ 2.142,12, valor 11,5% inferior à média.

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